UMA HISTÓRIA DE CONQUISTAS

Sindicato Metalúrgico, fundado em 02 de outubro de 1966, por iniciativa de um grupo de trabalhadores, que se organizaram com intuito de questionar sobre as péssimas condições de trabalho que eram submetidos, em vista a grande evolução industrial que começara rondar a cidade de Jaraguá do Sul.

As suas primeiras reuniões aconteceram no antigo salão Cristo Rei, ao lado da igreja Católica, no centro da cidade. Ainda em 1966 os trabalhadores elegem, Adolar João Bertoli, como primeiro Presidente do Sindicato, quando também definem por alugar uma sala na rua Padre Franque, próximo ao terminal rodoviário, iniciando-se ali as primeiras atividades sindicais de forma organizada, mas sob controle rígido do Ministério do Trabalho, pois vivíamos em regime de ditadura militar.

Anos se passam, algumas conquistas começam a surgir, a organização dos trabalhadores avança, mas os empresários atentos se organizam e com o espírito de enfraquecer a luta dos trabalhadores se infiltram no Sindicato em 1970 e elegem o seu representante Sindical amarelo (sindicalista de fachada), que ao longo do período a frente do Sindicato apenas inicia a construção da sede própria dos metalúrgicos na rua João Planinscheck 157, a obra encontrada semi acabada em maio de 1987.

A organização dos metalúrgicos de Jaraguá enfraquece, e entra num imobilismo total, os trabalhadores amargam 17 anos de perda e tristeza. Em 1987, os trabalhadores já não suportam mais as injustiças aplicadas pelos patrões, e unem-se para a retomada da estrutura sindical, se organizam e constroem chapa opositora.

A chapa de oposição disputa as eleições com apoio da CUT (Central Ùnica dos Tabalhadores) e, recebe mais de 75% de votos dos associados. A partir dessa data o Sindicato começa a estabelecer um novo marco na história dos metalúrgicos de Jaraguá do Sul.

De imediato, os trabalhadores voltam ao Sindicato, as lutas se iniciam, Campanhas salariais e lutas extraordinárias acontecem, trabalhadores entram em greve pela 1a vez sob o comando da nova direção do Sindicato, agora a CUT esta presente, os salários começam a ser recuperados, o local de trabalho também tem sua melhor atenção, os metalúrgicos se sindicalizam em massa, o Sindicato retoma o seu verdadeiro papel de defensor da classe operária, e é respeitado por todos.

No decorrer das lutas, as conquistas aumentam, e, em 1988 outro momento de glória reina na casa dos metalúrgicos, a vitória antecipada da redução da jornada de trabalho, cela de vez, a unidade de toda categoria. Os Metalúrgicos tem jornada semanal de 44 horas desde o dia 1o de maio de 1988.

Ano seguinte, Jaraguá do Sul, assiste a greve mais longa da sua história, são os metalúrgicos, mais uma vez desfilando em inúmeras passeatas pelas principais ruas da cidade. Os 11 dias de paralização serviram como um grande alerta, além dos empresários aparece como arque-inimigo dos trabalhadores o sistema judiciário. Foram longos 11 dias de greve, escrevemos mais um capítulo da nossa história, quem viveu sabe que valeu a pena.

O respeito e o reconhecimento pela classe metalúrgica cresce, a sociedade de Jaraguá do Sul consolida o Sindicato dos Metalúrgicos como instrumento de luta de todos os trabalhadores. Em muitas assembléias organizadas pelo Sindicato, os trabalhadores assumem uma nova bandeira, é a luta pelo Fim do Sábado, ou seja, os Metalúrgicos não mais querem ter jornada de trabalho aos sábados.

A batalha se inicia, o Sindicato organiza as comissões de trabalhadores, e inúmeras reuniões acontecem, assembléias são chamadas para ouvir sempre o conjunto da categoria, em determinadas situações os ânimos se acirravam, mas era preciso cautela, pois as propostas e interesses às vezes não atendiam as expectativas de todos. Com muita determinação, depois de amargar 4 longos anos de mobilizações, o barulho das máquinas não mais se ouve aos sábados, em cada batalha as forças eram renovadas, a guerra foi é vencida, o acordo é assinado pelo Sindicato em maio de 1993, a alegria é geral, os metalúrgicos festejam.

A Direção do Sindicato sempre em busca de novos desafios, inaugura a sua sede recreativa em1996, com recursos da categoria, discutidos em Assembléia Geral, o espaço está destinado para a recreação e atividades pertinentes a organização sindical, passam pela recreativa mais de 1.000 trabalhadores por semana.

A disposição e a necessidade dos Metalúrgicos de assumirem políticas além do Sindicato se tornou necessário, contudo, sempre respeitando os limites da Entidade Sindical. Mais um desafio se inicia com a participação mais efetiva nas instâncias da CUT, e na Confederação Nacional dos Metalúrgicos.

A década de 90 é recessão, desemprego, baixos salários a economia do País é um desastre, mas o brilho dos Metalúrgicos não diminuiu, as lutas se tornam cada vez mais difíceis, era necessário ampliar as forças, nasce então, em 21 de abril de 1997, a Federação dos Metalúrgicos da CUT, congresso que foi realizado na Escola Sul, e elegeu como seu primeiro Presidente, Narciso Ferreira da Cruz, Metalúrgico de Jaraguá do Sul. O projeto pela unificação das Lutas torna-se uma realidade, agora é preciso trabalhar, para consolidar na prática os sonhos, os desafios estão colocados, queremos a Liberdade e Autonomia Sindical.

Em 2001 a Direção dos Metalúrgicos de Jaraguá do Sul, tomam novo rumo, elegem seu 1º Vereador e, democraticamente caminham de forma concreta pela inserção do Sindicato nas políticas públicas do seu município.

Iniciam em 2002 nova Campanha Salarial, com muita garra e determinação, onde com participação da Federação e demais Sindicatos da cidade garantiram aos metalúrgicos o melhor Acordo Coletivo de Trabalho assinado nesse País. A luta teve sua marca – “A FERRO E FOGO”. Em memória, a Campanha Salarial foi dedicada a Santo Dias, metalúrgico que perdeu a sua vida em greve na cidade de São Paulo durante o regime militar, a sua morte teve repercussão nacional e internacional. “Homens que Lutam a Vida Toda são os Imprescindíveis” – Bertold Brecht.

As atividades não param, a Direção em conjunto com a Federação realizam na Câmara de Vereadores a primeira homenagem oficial nesta casa destinada as Mulheres Metalúrgicas, em seguida audiências públicas sobre a Saúde e Segurança dos trabalhadores começaram a fazer parte da agenda do Sindicato.

A 1ª Conferência Sindical Estadual, realizou-se em Jaraguá do Sul, graças ao empenho dessa categoria, que jamais deixará as lutas dos trabalhadores em segundo plano.

Essa Conferência era de suma importância, registrou a presença do atual Presidente da República, companheiro Luís Inácio Lula da Silva. As atividades, mobilizações e contribuições não cessam, o Sindicato esta presente e participa conjuntamente com Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT em projetos de Requalificação Profissional, bem como no ensino fundamental, médio e de informática,visando sempre a boa formação da classe metalúrgica.

Em 2002, a Direção do Sindicato convoca a categoria para o 1º Festival de Prêmios, atividade defendida com propósito de devolver o recurso advindo do Imposto Sindical, atendendo assim mais uma bandeira rumo a Liberdade e Autonomia. O festival também teve papel importante de reunir os trabalhadores aposentados com os da ativa.

O evento foi sucesso total, no estádio mais de 6.000 metalúrgicos presentes fizeram a sua festa, garantindo assim novas edições para os próximos anos. Em 22 e 23 de maio de 2003, os Metalúrgicos vão novamente as urnas e aprovam com mais de 90% dos votos todas as ações desenvolvidas por esta Direção, é eleito Vilmar Garcia, Presidente. Garcia, em conjunto com os demais membros da Direção estão administrando o Sindicato e, organizando as lutas dos metalúrgicos com o maior orgulho, a dedicação e a responsabilidade é uma constante, proporcionando a categoria sempre os melhores acordos possíveis.

O Sindicato também conta com um excelente atendimento jurídico, e na área assistencial atendimentos específicos na Saúde, além de vários benefícios na educação profissional.

A Direção é composta por 32 membros e tem no seu quadro funcional 13 empregados que atendem 4.200 associados.

O Sindicato abrange 05 municípios – Schroeder, Guaramirim, Massaranduba, Corupá e Jaraguá do Sul, ao todo somos 18.000 (dezesseis mil) Metalúrgicos na região.

Os Metalúrgicos agradecem a classe operária por tudo que já foi conquistado e, se coloca a disposição por muitas outras lutas que haveremos de travar por uma sociedade sem exploradores.

VIVA OS METALÚRGICOS – VIVA A CLASSE OPERÁRIA SILVINO VOLZ – DIRETOR DO SINDICATO DOS METALÚRGICOS