Custo da cesta básica diminui na maioria das capitais

Em fevereiro, o custo do conjunto de alimentos essenciais diminuiu em 25 das 27 capitais do Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). As retrações mais expressivas ocorreram em Manaus (-5,14%), Maceió (-5,10%), Porto Alegre (-4,00%), Brasília (-3,71%) e Rio de Janeiro (-3,55%). As elevações foram anotadas em Natal (0,59%) e São Luís (0,14%).
Apesar do decréscimo de -4,00%, a cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 435,51). Florianópolis (R$ 434,13) foi a segunda capital com maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos, seguida de São Paulo (R$ 426,22) e do Rio de Janeiro (R$ 424,55). Os menores valores médios foram observados em Rio Branco (R$ 330,58) e Recife (R$ 344,06).
Em 12 meses, 11 cidades acumularam alta. As elevações mais expressivas foram observadas em Maceió (6,89%), Natal (5,99%) e Porto Alegre (4,48%). As reduções foram anotadas em 16 cidades, com destaque para Manaus (-14,26%) e Boa Vista (-9,04%). Nos dois primeiros meses de 2017, todas as capitais acumularam queda, exceto Fortaleza (1,96%). Destacaram-se as taxas negativas de Rio Branco (-14,01%), Cuiabá (-7,45%) e Boa Vista (-7,16%).
Com base na cesta mais cara, que, em fevereiro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em fevereiro de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.658,72, ou 3,90 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em janeiro de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.811,29, ou 4,07 vezes o mínimo. Em fevereiro de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.725,01, ou 4,23 vezes o piso vigente, que equivalia a R$ 880,00.
2
TABELA 1
Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos
Custo e variação da cesta básica em 27 capitais
Brasil – fevereiro de 2017
Capital
Valor da cesta
Variação mensal (%)
Porcentagem do Salário Mínimo Líquido
Tempo de trabalho
Variação no ano
(%)
Variação anual (%)
Porto Alegre
435,51
-4,00
50,52
102h15m
-5,12
4,48
Florianópolis
434,13
-1,76
50,36
101h56m
-4,33
0,80
São Paulo
426,22
-2,22
49,44
100h04m
-2,89
-3,87
Rio de Janeiro
424,55
-3,55
49,25
99h41m
-4,33
-1,40
Brasília
416,59
-3,71
48,33
97h49m
-3,50
-5,04
Vitória
414,03
-1,98
48,03
97h13m
-2,88
3,15
Fortaleza
401,91
-2,56
46,62
94h22m
1,96
3,68
Belém
395,57
-2,66
45,89
92h53m
-3,69
-2,77
Cuiabá
394,45
-3,44
45,76
92h37m
-7,45
-2,02
Curitiba
387,27
-2,62
44,92
90h56m
-5,51
-1,40
Campo Grande
385,38
-2,00
44,71
90h29m
-5,56
-0,64
Goiânia
380,18
-1,47
44,10
89h16m
-1,72
2,25
Belo Horizonte
377,66
-3,09
43,81
88h40m
-4,31
-5,65
Teresina
376,48
-1,22
43,67
88h23m
-0,65
-0,38
Manaus
375,44
-5,14
43,55
88h09m
-4,97
-14,26
Maceió
371,31
-5,10
43,07
87h11m
-5,17
6,89
Palmas
370,00
-2,04
42,92
86h52m
-3,42
1,51
Boa Vista
367,34
-3,35
42,61
86h15m
-7,16
-9,04
Porto Velho
365,89
-2,02
42,44
85h55m
-3,12
1,73
João Pessoa
364,75
-1,14
42,31
85h38m
-0,39
1,13
Macapá
358,78
-1,81
41,62
84h14m
-3,10
-7,02
São Luís
354,45
0,14
41,12
83h13m
-0,45
-0,24
Natal
351,68
0,59
40,80
82h34m
-0,08
5,99
Salvador
349,40
-2,88
40,53
82h02m
-1,62
3,42
Aracaju
344,72
-3,53
39,99
80h56m
-1,42
-4,80
Recife
344,06
-0,69
39,91
80h47m
-1,12
-1,69
Rio Branco
330,58
-1,36
38,35
77h37m
-14,01
-5,34
Fonte: DIEESE
3
Cesta básica x salário mínimo
Em fevereiro de 2017, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 89 horas e 33 minutos, menor que o de janeiro, 91 horas e 48 minutos. Em fevereiro de 2016, o tempo era de 96 horas e 37 minutos.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em fevereiro, 44,25% do salário mínimo para adquirir os mesmos produtos que, em janeiro, demandavam 45,36%. Em fevereiro de 2016, o percentual foi de 47,74%.
Comportamento dos preços1
Entre janeiro e fevereiro, houve predominância de alta no preço do óleo de soja, café em pó e farinha de mandioca, coletada no Norte e Nordeste. Feijão, carne bovina de primeira, tomate, açúcar e leite integral tiveram redução média de valor na maior parte das cidades.
O preço do óleo de soja subiu em 22 capitais, em fevereiro, com destaque para Manaus (9,90%), Maceió (7,52%), Belém (7,31%) e Recife (6,57%). As reduções aconteceram em Goiânia (-8,78%), Palmas (-2,37%), Porto Alegre (-1,90%), Rio de Janeiro (-1,06%) e Curitiba (-0,22%). Em 12 meses, o valor cresceu em 26 localidades, com taxas entre 2,73%, em Porto Velho e 23,59%, em Recife. A única diminuição ocorreu em Macapá (-1,39%). A destinação de parte da produção de óleo de soja para a elaboração de biocombustíveis explicou a alta do produto no varejo.
Em fevereiro, o preço do café aumentou em 20 cidades. As variações oscilaram entre 0,09%, em Curitiba, e 4,79%, em Aracaju. Houve redução em sete capitais, com destaque para as taxas de Goiânia (-3,62%) e Maceió (-3,07%). Em 12 meses, todas as cidades mostraram alta, que variaram entre 13,79%, em Boa Vista, e 55,73%, em Aracaju. A oferta limitada e a pior qualidade do grão, devido aos fatores climáticos, explicaram a alta. No entanto, o preço dos dois tipos de grão – robusta e arábica – foram negociados por menor valor, uma vez que os
1 Fontes de consulta: Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – ESALQ/USP, Unifeijão, Conab – Companhia Nacional de Abastecimento, Embrapa, Agrolink, Globo Rural, artigos diversos em jornais e revistas.
4
exportadores e as indústrias de café buscaram qualidade do grão. No varejo, a tendência ainda foi de alta.
Coletada no Norte e Nordeste, a farinha de mandioca apresentou alta nos preços na maior parte das cidades, entre janeiro e fevereiro, com destaque para as variações de Maceió (9,50%), São Luís (6,03%), Natal (5,21%) e João Pessoa (5,13%). As reduções ocorreram em Rio Branco (-1,56%), Porto Velho (-0,90%) e Belém (-0,84%). Em 12 meses, todas as capitais mostraram elevações, com taxas entre 7,29%, em Belém, e 57,07%, em São Luís. O preço da raiz de mandioca aumentou devido à menor oferta, resultado de chuvas frequentes e da maior demanda por parte das fecularias e das indústrias de farinha.
Das 27 capitais onde se realiza a pesquisa, o preço do feijão caiu em 26, em fevereiro. O do tipo carioquinha, pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e em São Paulo, diminuiu em todas as cidades, exceto Goiânia (0,99%). Nos demais municípios, as taxas variaram entre -33,62%, em Belém, e -6,20%, em Natal. Já o preço do feijão preto diminuiu em todas as localidades onde é pesquisado – capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro: Rio de Janeiro (-10,33%), Curitiba (-9,74%), Florianópolis (-9,41%), Vitória (-7,47%) e Porto Alegre (-5,30%). Em 12 meses, o valor do grão carioquinha diminuiu em 14 capitais: as quedas variaram entre -32,53%, em Belém, e -1,49%, em João Pessoa. Em Maceió (37,29%), Manaus (35,93%), Fortaleza (16,26%), Natal (4,69%), Goiânia (3,04%), Boa Vista (2,12%), São Luís (1,37%) e Recife (1,30%) foram verificadas altas acumuladas. Também para o tipo preto, em 12 meses, houve alta em todas as localidades, com destaque para as taxas de Porto Alegre (44,48%) e Florianópolis (34,34%).
O preço da carne bovina de primeira recuou em 23 cidades, com destaque para Maceió (-9,29%), Goiânia (-4,70%) e Manaus (-4,15%). As altas foram registradas em Belém (1,83%) e, em menor intensidade, em Porto Alegre (0,08%), Boa Vista (0,05%) e São Paulo (0,04%). Em 12 meses, a carne de primeira apresentou comportamento distinto entre as cidades, com elevação em 11 capitais – com destaque para Maceió (6,76%) e Belém (5,96%); e queda em 16 – as maiores retrações ocorreram em Florianópolis (-13,69%) e Macapá (-7,77%). Menor demanda, causada pelos altos valores do produto, e a pressão dos frigoríficos para redução do preço negociado explicam a diminuição.
O valor do quilo do tomate caiu em 22 cidades. As quedas ficaram entre -17,48%, em Aracaju, e -0,35%, em Recife, em fevereiro. As altas foram anotadas em Campo Grande (7,64%), Goiânia (6,21%), São Luís (4,26%), Vitória (4,11%) e Curitiba (2,33%). Em 12 meses, o tomate
5
acumulou redução de preço em todas as cidades, com destaque para Manaus (-53,29%), Belo Horizonte (-53,04%) e Aracaju (-51,62%). Oferta elevada devido à safra de verão explica a redução de preço no varejo.
Depois de meses de alta, o preço do açúcar diminuiu em 19 cidades. As quedas variaram entre -10,98%, em Maceió, e -0,28%, em Florianópolis. Em João Pessoa, Teresina, Natal e Belo Horizonte, não houve variação do preço médio. Em Boa Vista (1,48%), Macapá (0,96%), Belém (0,84%) e São Luís (0,28%), foram observados aumentos. Em 12 meses, as capitais mostraram elevação de valor: entre 3,74%, em Belém, e 36,11%, em Boa Vista. Os preços aumentaram muito nos últimos meses e as usinas começaram a baixar os valores do produto, como forma de elevar a demanda.
A cotação do leite diminuiu em 17 cidades, entre janeiro e fevereiro. As quedas variaram entre -7,16%, em Manaus, e -0,54%, em Salvador. Em Porto Velho não houve variação de preço. Em nove cidades, o produto teve o valor elevado, com destaque para Cuiabá (2,17%) e Curitiba (1,96%). Em 12 meses, todas as capitais acumularam aumentos, com taxas entre 2,75%, em Maceió, e 33,82%, em Aracaju. No varejo, ainda houve recuo, no entanto, o preço ao produtor começou a subir, devido à redução da oferta.
6
Florianópolis
Em fevereiro de 2017, em Florianópolis, a cesta de alimentos básicos diminuiu -1,76% em comparação com o mês anterior, custando R$ 434,13 – a segunda cesta mais cara entre as 27 pesquisadas pelo DIEESE. No acumulado de 12 meses a variação foi de 0,8% e, nos dois primeiros meses de 2017, de -4,33%.
Entre janeiro e fevereiro, houve retração no valor médio dos seguintes produtos: tomate (-11,67%), feijão (-9,41%), carne de primeira (-1,47%), café em pó (-0,53%), banana (-0,31%), açúcar refinado (-0,28%) e farinha de trigo (-0,23). Os demais produtos que apresentaram aumento foram: o óleo de soja (2,36%), a manteiga (2,25%), o leite integral (1,36%), o pão francês (0,75%), a batata (0,52%) e o arroz (0,28%).
O trabalhador florianopolitano cuja remuneração equivale ao salário mínimo necessitou cumprir jornada de trabalho, em fevereiro, de 101 horas e 56 minutos para adquirir os itens da cesta básica. Este tempo foi menor do que aquele necessário em janeiro, de 103 horas e 46 minutos.
Em fevereiro de 2017, o custo da cesta em Florianópolis comprometeu 50,36% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários). Em janeiro, o percentual exigido foi de 51,26%.
TABELA 2
Variação mensal do gasto por produto
Fevereiro de 2017
Produtos
Centro-Oeste
Sudeste
Sul
Brasília
Campo Grande
Cuiabá
Goiânia
Belo Horizonte
Rio de Janeiro
São Paulo
Vitória
Curitiba
Florianópolis
Porto Alegre
Total
-3,71
-2,00
-3,44
-1,47
-3,09
-3,55
-2,22
-1,98
-2,62
-1,76
-4,00
Carne
-0,56
-0,39
-1,06
-4,70
-0,76
-3,21
0,04
-2,77
-0,70
-1,47
0,08
Leite
-1,64
-4,81
2,17
-2,84
0,31
1,49
1,09
1,86
1,96
1,36
0,38
Feijão
-10,83
-13,94
-10,10
0,99
-11,97
-10,33
-18,55
-7,47
-9,74
-9,41
-5,30
Arroz
0,29
1,35
-4,15
0,00
-1,65
-0,76
-1,61
-2,09
-4,51
0,28
0,34
Farinha
2,51
0,00
-3,30
-3,96
-0,93
-0,22
-2,93
0,84
0,56
-0,23
-0,59
Batata
-3,39
5,91
-5,88
23,93
-7,23
-7,00
3,15
-0,85
-0,59
0,52
-5,47
Tomate
-3,73
7,64
-4,00
6,21
-0,69
-2,29
-8,67
4,11
2,33
-11,67
-15,70
Pão
-0,82
1,46
-0,10
4,90
-0,70
1,29
-0,27
0,31
-0,55
0,75
0,00
Café
0,54
3,91
3,25
-3,62
1,11
1,21
1,59
3,03
0,09
-0,53
0,59
Banana
-16,10
-14,96
-15,21
-8,51
-17,15
-15,26
-5,70
-7,92
-14,31
-0,31
-15,82
Açúcar
-2,53
-1,02
-1,05
-5,42
0,00
-1,09
-0,66
-3,11
-0,96
-0,28
-1,89
Óleo
1,00
0,43
3,54
-8,78
0,25
-1,06
0,25
0,97
-0,22
2,36
-1,90
Manteiga
-3,48
5,78
-0,88
-13,20
2,13
2,75
3,49
-1,75
1,39
2,25
2,83
(continua)
Produtos
Norte
Nordeste
Belém
Boa Vista
Macapá
Manaus
Palmas
Porto Velho
Rio Branco
Aracaju
Fortaleza
João Pessoa
Maceió
Natal
Recife
Salvador
São Luís
Teresina
Total
-2,66
-3,35
-1,81
-5,14
-2,04
-2,02
-1,36
-3,53
-2,56
-1,14
-5,10
0,59
-0,69
-2,88
0,14
-1,22
Carne
1,83
0,05
-0,78
-4,15
-3,03
-1,52
-0,77
-1,12
-0,44
-1,72
-9,29
-0,78
-3,12
-1,76
-1,56
-1,32
Leite
-4,95
-3,11
-1,19
-7,16
0,58
0,00
-2,50
-4,17
-3,95
-4,52
-1,06
-2,09
-1,79
-0,54
-2,34
-2,42
Feijão
-33,62
-8,01
-14,49
-6,96
-14,81
-7,65
-8,68
-16,52
-14,60
-11,09
-21,27
-6,20
-10,84
-22,66
-12,26
-14,76
Arroz
-3,21
-2,30
-0,34
1,18
0,32
-3,75
1,16
0,00
-0,86
-0,93
-3,66
-3,36
-4,08
-0,87
0,00
0,25
Farinha
-0,84
1,36
3,40
0,55
2,86
-0,90
-1,56
2,47
1,80
5,13
9,50
5,21
0,41
0,31
6,03
0,81
Batata
Tomate
-2,16
-14,31
-4,03
-7,55
-0,88
-3,93
-3,84
-17,48
-9,72
-6,09
-8,81
-2,27
-0,35
-6,07
4,26
-3,18
Pão
0,00
0,13
0,00
-0,76
0,93
0,35
-1,05
0,89
-0,10
-0,22
-2,43
-0,25
-1,02
0,22
2,10
0,53
Café
-0,78
3,00
2,01
-1,87
0,32
0,45
0,31
4,79
-1,42
-1,35
-3,07
2,03
1,74
3,30
2,60
4,11
Banana
-0,66
5,56
1,07
-9,78
-7,62
-3,80
4,09
0,00
1,68
9,92
19,83
13,30
14,08
-2,98
0,75
2,21
Açúcar
0,84
1,48
0,96
-4,82
-1,88
-1,61
-2,54
-3,45
-3,42
0,00
-10,98
0,00
-1,99
-2,85
0,28
0,00
Óleo
7,31
4,82
5,19
9,90
-2,37
5,88
2,06
3,85
1,11
1,77
7,52
0,66
6,57
1,45
1,82
3,21
Manteiga
-3,68
-5,35
0,42
-6,29
11,14
-0,96
-1,36
1,91
1,45
2,27
-5,02
4,77
2,88
7,17
7,35
4,41
Fonte: DIEESE. Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos
Obs.: Podem ocorrer pequenas diferenças nas variações em relação ao texto, pois os dados desta tabela derivam do cálculo resultante do preço dos produtos multiplicado pelas quantidades estabelecidas na cesta.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

três × 3 =