Trabalhadores metalúrgicos têm reajuste salarial de 2,57%

Categoria aprovou fechamento do Acordo em Assembleia realizada no dia 22 de março, em duas sessões, na Recreativa do Sindicato

Os trabalhadores metalúrgicos aprovaram a proposta negociada entre os Sindicatos dos trabalhadores e patronal para o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho, que inclui reajuste salarial de 2,57% e a renovação das atuais cláusulas.

O percentual é retroativo a 1º de janeiro, data-base da categoria e representa a reposição integral da inflação do período, mais 0,5% de ganho real aos salários para todas as faixas salariais.

Ainda de Acordo com a nova Convenção, o Piso Salarial recebe reajuste de 3,7%, passando de R$ 1.350,00 para R$ 1.400,00, o auxílio creche passa para R$ 228,00 mensais (4% de aumento), o valor máximo de desconto em alimentação é de R$ 60,00 e o adicional de insalubridade tem como base o valor de R$ 1.021,00. As homologações de rescisão do contrato de trabalho devem ser feitas no Sindicato, obrigatoriamente, a partir de seis meses de trabalho na empresa. A Assembleia que aprovou a proposta foi realizada no dia 22 de março, em duas sessões, às 9h30min e às 16 horas, na Recreativa dos Metalúrgicos, contando com presenças de dirigentes sindicais de Jaraguá do Sul e Região e de Joinville e Região.

A diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos defendeu o Acordo, de forma unânime. “O reajuste salarial representa a metade do percentual aprovado pelos trabalhadores durante a Assembleia Geral realizada no dia 28 de outubro do ano passado. Mas, no dia 21 de março, depois de inúmeras reuniões frustrantes com o sindicato patronal, infelizmente chegamos ao limite das negociações, para que a categoria não ficasse sem Convenção Coletiva de Trabalho”, argumentou o presidente do Sindicato, Silvino Volz. Desde o dia 1º de março os Metalúrgicos não estavam regidos pela Convenção Coletiva de Trabalho, porque o sindicato patronal se negou a prorrogar a data-base, e a Lei 13.467/2017, da reforma trabalhista, proíbe a ultratividade, ou seja, acaba o prazo de validade dos direitos firmados na Convenção anterior, até que outra Convenção seja assinada.

Silvino Volz explica que as conquistas e benefícios estabelecidos em Convenção Coletiva são resultado de muitos anos de lutas e estão além do que prevê a própria CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Durante a Assembleia, Silvino enumerou algumas propostas absurdas feitas pelo sindicato patronal, que flexibilizavam direitos trabalhistas e ampliavam os lucros das empresas: fim do abono-aposentadoria e da estabilidade pré-aposentadoria, fim da homologação das rescisões no Sindicato, fim do aviso prévio indenizado, extinção do plantão ambulatorial e do transporte até o local de trabalho, além da alteração nos critérios de atuação da Cipa e da redução do adicional noturno, de 25% para 20%. “A intenção do patronato era aplicar a antirreforma trabalhista com intensidade.

Assim, não tivemos muitos avanços, mas também não houve perdas para os trabalhadores”, justificou o presidente do Sindmet.

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