Derrota do fascismo virá com reação da classe trabalhadora e movimentos sociais

 

Reconhecer o fascismo e encontrar meios de combatê-lo. Este foi o assunto debatido durante todo o dia de hoje (6 de novembro) por dirigentes sindicais da região norte de Santa Catarina. O encontro foi na subsede do Sindicato dos Metalúrgicos de Jaraguá do Sul, em Guaramirim e causou bastante impacto porque o tema fascismo foi discutido pela primeira vez pelo Dieese/SC e se fez necessário diante do resultado das eleições presidenciais ocorridas em outubro último.

Falar sobre fascismo é algo inédito, mesmo para o Dieese, e será ampliado para outras regiões do Estado. O motivo é visível para quem presta atenção nas coisas: o Brasil se encaminha para o fascismo. Elegemos um presidente com características fascistas e que representa a subserviência do Brasil ao imperialismo norte-americano.

Quem coordena esse projeto é o economista José Alvaro Cardoso, supervisor técnico do Dieese. Ele lembra que o fascismo no Brasil não é novidade, trazendo à tona os “Camisas Verdes”, movimento que surgiu na década de 30, assumidamente fascista, que se orgulhavam de bater e eliminar tudo e todos que não compactuavam com suas ideias. Mas a origem do fascismo é na Itália, com Benito Mussolini, contemporâneo do nazismo de Hitler e que tinham por missão reprimir a classe trabalhadora.

E a repressão à classe trabalhadora só pode ser barrada pelo movimento de reação da classe trabalhadora. “E o mínimo que a gente pode fazer é discutir o assunto”, afirmou José Alvaro. Segundo ele, não adiante abaixar a cabeça. “O fascismo é um movimento da burguesia contra os trabalhadores tendo como base a calúnia, a mentira, a difamação”, resume o economista.

Reação

Dialogar com as bases, participar de movimentos sociais, das atividades do bairro, da escola e tentar repassar os conhecimentos, além da realização de uma oficina foram as sugestões dadas pelos participantes, que também concordaram de que é necessário trabalhar em conjunto com todas as categorias, incluindo todas as Centrais Sindicais que estejam interessadas em resgatar os direitos trabalhistas e a democracia.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville, Rodolfo de Ramos, considera importante achar uma explicação sobre o motivo que levou milhares de trabalhadores a votarem em um candidato que já avisou que vai cortar o 13º, as férias e tudo que é direito. “Votaram como boi de manada”, resume o sindicalista. A realização de uma oficina “para consertar o nosso discurso” é sugestão da jornalista sindical Juliana Cláudio. A intenção é nivelar o conhecimento com os trabalhadores.

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