A pandemia e a produção

O Brasil definitivamente virou o epicentro global da Covid-19. O vírus está se espalhando de forma descontrolada, através de novas variantes. Em apenas sete dias, de 29 de março até o último domingo, perdemos mais 19.231 vidas para o vírus, na pior semana de toda a pandemia. Com isso, o Brasil ultrapassou a marca de 330 mil mortes pela Covid, e já temos previsões dramáticas de que essa cifra ultrapasse 500 mil vítimas no meio do ano.

Diante deste cenário, 13 montadoras que reúnem 23 fábricas em todo o país pararam sua produção, com cerca de 60 mil trabalhadores temporariamente afastados de suas atividades, em defesa da vida. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC foi decisivo para desencadear essa sucessão de paradas, abrindo uma pauta específica junto à Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).  A Volkswagen foi a primeira montadora a atender o pedido dos trabalhadores pelo direito de defender a vida em suas casas.

Contudo, além do agravamento da pandemia, as montadoras também enfrentam problemas com o desabastecimento de peças, resultado da interrupção de atividades de fabricação e logística em escala global. A solução para esse cenário inédito passa, portanto, pela solução das duas crises de forma coordenada. Uma é o efetivo enfrentamento da pandemia pelo governo e pelo Congresso. Defender a vida para que possamos seguir adiante. E a retomada sustentável da produção, inclusive com a retomada da fabricação de itens críticos pela indústria brasileira.

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