Diretores do Sindmet participam de reunião com ministro Luiz Marinho

Encontro coordenado pela CNM-CUT teve as presenças de Norberto Volpi e João Maders

A retomada dos direitos trabalhistas extintos pela Lei 13.467/2017 e que prejudicaram a classe trabalhadora como um todo, a realização de cursos de capacitação profissional voltados aos metalúrgicos e novas formas de custeio das entidades sindicais. Esses foram alguns dos assuntos debatidos durante audiência entre a Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT) e o ministro do Trabalho, Emprego e Renda, Luiz Marinho, realizada no dia 17 de agosto. Os diretores do Sindmet, João Maders e Norberto Volpi representaram os trabalhadores metalúrgicos de Jaraguá do Sul e Região no encontro.

“A diretoria do nosso Sindicato vem se destacando na representação dos metalúrgicos de Jaraguá do Sul e Região perante a Confederação e durante a audiência com o ministro Luiz Marinho apresentamos uma extensa pauta para o incremento da indústria eletroeletrônica, siderúrgica e de bens de capital, e também sobre organização sindical e formação profissional”, conta Norberto Volpi, que também é diretor da CNM-CUT, em Santa Catarina. O diretor do Sindmet, João Maders reforça: “A gente levou ao ministro a realidade de nossa região, reivindicamos que o governo federal facilite a geração de empregos, com direitos e garantias trabalhistas e, por outro lado, que haja redução das taxas de impostos para que os empregadores possam disponibilizar mais empregos de qualidade”.

Formação profissional

João Maders conta que o ministro Marinho apresentou à CNM-CUT uma cartilha com a inclusão de 5 milhões de vagas em cursos gratuitos para a capacitação profissional dos trabalhadores, chamada “Escola do Trabalhador 4.0”. O Sindicato está disponibilizando os 134 cursos on line em suas redes sociais. Basta acessar www.metalurgicosjaragua.com.br e o trabalhador é direcionado para as diversas áreas, como Letramento digital, produtividade, introdução à programação, profissionalizante, avançados em TI, Dynamics 365 e Educação Financeira com Excel. Os cursos contam com a parceria entre o Ministério do Trabalho, Emprego e Renda e da Microsoft. “É mais um instrumento de aperfeiçoamento disponibilizado pelo Sindicato aos associados”, reforça João Maders.

Segmento eletroeletrônico

Durante a reunião com o ministro Marinho, o presidente da CNM-CUT, Loricardo Oliveira, entregou as propostas para um novo ciclo de desenvolvimento industrial sustentável, voltado ao segmento eletroeletrônico, com a perspectiva para os próximos 10 anos, intitulado “Indústria 10+”. João Madres acrescenta que, nos próximos dias, o Sindicato deve informar melhor os trabalhadores de Jaraguá do Sul e Região a respeito do Plano Indústria 10+. “Serão 10 anos, começando com o apoio do governo federal à indústria eletroeletrônica no país e em nossa região, fortalecendo mais a energia solar e reativando a energia eólica”, adianta.

A proposta da CNM-CUT é recuperar a capacidade de produção da indústria brasileira com empregos de qualidade, chamando esse período de “momento de virada”, com a adoção de medidas que recoloquem o país entre os principais fabricantes industriais do planeta. Para tanto, entre as medidas, “a taxa de juros de longo prazo tem de ser revista de maneira que favoreça o crédito industrial e investimentos produtivos, com o Estado coordenando as ações, visando à superação dos problemas econômicos e sociais do país”. De acordo com o documento, “em 2022, 17% do total importado pelo Brasil foram produtos eletroeletrônicos, com faturamento de R$ 218,2 bilhões e, por outro lado, as exportações representam 15,8% do faturamento, expondo a fragilidade da competitividade externa do segmento no país”. Do total dos trabalhadores metalúrgicos, o segmento eletroeletrônico representa 17,3% (363 mil).

Entre as diretrizes prioritárias para o segmento eletroeletrônico, a Confederação destaca a garantia da soberania nacional e a elevação do padrão de vida da sociedade brasileira; o investimento em pesquisa, através dos comitês de política industrial (envolvendo trabalhadores, Universidades, empresários e Estado); o trabalho decente; a proibição das práticas antissindicais; o Contrato Coletivo Nacional de Trabalho; inovação e modernização tecnológica do setor; atração da indústria de microeletrônica; promoção do desenvolvimento regional de pequenos negócios e do cooperativismo; inovação e modernização tecnológica; redefinição do “conteúdo nacional” nas cadeias produtivas; programa de incentivo à competitividade externa; proteção à propriedade intelectual; internacionalização e promoção comercial das empresas de softwares; transição energética justa para trabalhadores e comunidades afetadas; universalização das políticas de educação e formação profissional”, entre outras.

 

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